
Tive meu primeiro celular aos 17 anos, um muito parecido com o segundo da imagem acima, com uma antena imensa que ficava pro lado de fora da bolsa, sem vibra call e muito, muito feio. Ia pro Evolutivo com ele vez ou outra, pq não era bem meu, era da família, e morria de vergonha. Já era naturalmente envergonhada por vir do interior e ainda mais com uma rapadura daquelas na bolsa. Lembro de uma vez que a porcaria do celular tocou e eu tive que sair correndo da sala batendo na bolsa pra que ela abrisse e todo mundo me olhando indignados. Mais uma pra coleção de gafes:P
Meu segundo celular foi um Nokia 5125 da Tim, comprado exatamente na época da promoção 31 anos da oi. Todos falavam que a oi não prestava e que se estavam dando assim tantas vantagens, era pq realmente não devia prestar, assim como a BCP, hoje Claro (é o noooovo!). Não preciso nem dizer o quanto eu me arrependo. Foi nessa mesma época que eu descobri o Blah, o bate papo da tim. Foi com ele que adquiri eficiência inimaginável em digitar mensagens de texto. Fiz algumas amizades, até me encontrei com uma pessoa (que minha mãe não ouça uma coisa dessas). Lembro que o jovem mancebo foi encontrar comigo na UECE, eu ainda bicho, e a turma do CA toda me vistoriando. Mas bastou 10 minutos de conversa real e percebemos éramos perfeitamente incompatíveis. E nunca mais nos falamos desde então.
Aí veio a febre Oi e na promoção dois A50 à cartão por R$200,00 (iiiiêêêiii), compramos, eu e Jessica nossos primeiros Ois que vinham com uma promoção de duplicar o crédito que você colocasse 15 dias depois. O mais engraçado é que tempos depois minha vó reparou que o final do meu celular , 20 e o da Jessica, 16, eram as exatas idades de quando a gente comprou os celulares. E não foi proposital. Arquivo X explica. Algum tempo depois, minha mãe adquire um Oi empresa e aí....ah...bons tempos...Acho que eu atrofiei minhas orelhas nesta época. Virava a noite em ligações infindáveis sobre as mais absurdas besteiras. Foi nessa época feliz que eu conhecí o Felipe e....descobri que ele não gosta de telefone...:( Mas ainda assim o convencia a algumas horas. E era bom. Mas tudo que é bom acaba. Um dia tiraram o Oi empresa de mim (violinos...) e até hoje considero esse meu pior trauma.
Aí resolví ter um celular invocado, que "bate-foto", tem "blutufi", "êmipetrêis". Eu era feliz com meu lindo celular que abria. Bati fotos minhas com o Luís Fernando Veríssimo em pessoa com ele. Até que um dia um distinto senhor meteu a mão na minha bolsa e levou meu pedacinho de tecnologia embora. E eu fui literalmente chorar no colo da mamãe por outro. E ela me deu!:D Esse que é meu celular atual que não tem nada demais além de ser bonitinho e fino. A propaganda dele era feito pela Yasmim Brunet e a grande história é que ele é fino o suficiente para passar por debaixo da porta (e é mesmo:P).
Aff, eu falo demais, queria ter falado dos celulares em nossa vida, mas acabei falando dos trocentos aparelhos que eu ja tive. Caros leitores, eu fujo do foco muito fácil!
Vocês já passaram um dia sem celular? Por algum motivo, esqueceu em casa, a bateria descarregada, o dono levou? É uma sensação estranha, um misto de ansiedade pra saber se alguém tentou falar com você, medo de perder uma grande oportunidade e uma súbita liberdade. Não se fica neurótico com qualquer coisa vibrando ( nada de piadas), aquela percepção quase canina que temos pra distinguir o toque do próprio celular do outro. Hoje fiquei sem celular. Lesadamente esqueci no carro da Ivany e misteriosamente ele foi parar, palavras dele, no rêgo do Fernando. Mistério, uma vez que eu estava no banco da frene, Felipe e Fernando no banco de trás e Ivany dirrigindo. Só o recuperei de noite (brigada frndjnir(tem que ser bem rápido:P!)) e durante o dia fiquei tendo espasmos, como uma pessoa que perde a perna e continua sentindo, sem saber que horas eram, em que mundo eu estava, quem eu era!
Eu não sei exatamente como era a vida social antes do celular pq pelos matos as coisas eram mais lentas, mas eu acho que esta eficiente maquininha somente ajuda. Eu nunca desligo meu celular, está sempre no vibra call e frequentemente eu perco as ligações por leseira. Mas amo meu celular de verdade. Ele, assim como o pc, torna a vida mais simples, mais dinâmica. Há pessoas que não se relacionam muito bem com os próprios celulares, acham que eles escravizam (o único que escraviza na minha opinião é o da Vivo que tem um localizador acoplado, tipo, eu, do meu celular, posso acompanhar os passos da outra pessoa. isso é assustador!). No mais, acho que é muito benéfico, principalmente o advento das mensagens de texto. Eu mando mais mensagens do que faço ligações. A mensagem é discreta, a pessoa lê quando puder, pode guardar. Ás vezes é melhor que ligar. Só é péssimo para discutir:P Mas, coisas como o amor e suas facetas são mais gostosas de resolver pessoalmente e com o celular beeeeem longe.:D
Uma boa noite à todos!
(e me mandem mensagens, adoro mensagens!)