quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sobre Guaramiranga, Amizades e Memórias e Braz-Tesol e férias




Volto, e volto cheia de novidades. Novidades até demais. Não será a primeira e nem a última vez que digo isso: dias felizes rendem menos escrita. Dias tristes tem posts seguidos, longos, reflexivos. Tenho receio se escrever sobre coisas boas. Sempre soa como se eu me gabasse, como se os meus dias felizes só fossem interessantes para mim e pra quem deles participa. A tristeza faz com que nos reconheçamos como seres humanos. A felicidade é sempre uma outra coisa.

Guaramiranga foi absurdamente fantástico. Primeiro pelo lugar. É interessante passar um tempo sem ir lá e ter uma oportunidade como essa. Vem tudo de novo, a infância e a adolescência escondidas em cada cantinho de sala, pegadas das corridas pelo sitio ainda marcando o chão úmido daquele lugar encantado. E eu havia esquecido disso, tinha esquecido que os anos que passei em Guaramiranga, por mais difíceis, provinciais, por mais que eu morresse de vontade de voltar para Fortaleza e ter uma "vida-de-adolescente-normal", eu era uma menina muito feliz alí. Inocente, aquela inocência da infância, ambientada por um friozinho que eu dava tudo pra ter aqui em Fortaleza. Daí, vem a questão de quem foi. Reuniões com colegas de trabalho podem ser bem chatas, mas é necessário se esforçar muito pra se ser chato em Guaramiranga. Foi bom conviver com pessoas pelas quais você às vezes só passa uma tarde a cada quinze dias, que você vê entre uma aula e outra. Foi bom ficar ainda mais próximo de quem eu já era próximo. Foi bom descobrir que algumas pessoas são mais legais do que parecem e outras, que nem cheiravam e nem fediam, agora terem um cheiro que os identifique:P Tenho fotos(treinei...E COMO!) e memórias fantásticas.

E por falar em memórias, venho pensando nestes dias sobre memórias. O quanto é fantástico presenciar as primeiras vezes das coisas, as suas e as alheias, os pequenos e sutis presentes do destino. Uma boa amizade é feita de bons momentos, de boas memórias. As memórias ruins de dor, de conversa, de apoio, são importantes, sim. Mas elas meio que são um apoio. Uma certeza de que se pode contar com aquele outro ser humano num momento de necessidade. Mas não é a necessidade de colo, de atender uma ligação num momento difícil que nos ligam as pessoas, não é isso que faz com que um risinho de satisfação escape quando num ônibus lotado você comece a rir de alguma piada besta, de uma situação engraçada, de uma experiência divida. Não consigo desvencilhar uma boa amizade de diversão, de experimentar. Espero que meus amigos lembrem de mim com um sorriso no rosto, não com lágrimas nos olhos. Isso está bem longe de ter a ver só com orgulho, tem mais a ver com ser uma boa companhia. E nada me deixa mais feliz que ser e ter uma boa companhia.

Então...Braz-Tesol. Embora tenha dito que não trabalharia, I couldn't help it. É muito tentador ter a chance de aprender coisas novas, ver o que há de novo, rever as velhas discussões. É engraçado ver a ruma de professor de Inglês que tem nessa cidade e nesse país, é interessante levar as típicas injeções de otimismo e auto-valorização pela profissão que escolhi.

O sono bate, um pouco de fome...hora de encerrar o post. Até breve!

domingo, 6 de julho de 2008

Sobre a UECE, a parada Gay e Café com Jamie

Parada gay+ pessoa branca demais+flash

Perdoem-me a ausência (quantas vezes escreverei isso aqui?) nestes últimos dias. As aulas da faculdade voltaram e, firmo e forte, sigo com minhas 5 cadeiras. Tudo bem que não tive aula de grego ainda, mas sinto-me uma universitária responsável, lendo textos e livros direitinho e quem sabe até me envolva novamente com a iniciação científica. Embora cansada, estou muito feliz com as disciplinas que estou cursando e espero dedicar-me a elas com a dedicação de bicho.

Muitas coisas aconteceram estes últimos dias. Passei no exame de legislação, voltei às aulas, fui pra parada Gay,meu celular novo chegou , Felipe se formou, as turmas encerraram suas aulas e delas agora só restam boas lembranças e pilhas de homework. Pilhas é exagero. Me propus neste semestre a ser uma pessoa mais organizada e conseguí, por isso dei melhores aulas e acumulei menos tarefas, tive mais tempo livre, fui mais feliz e levo comigo esta lição para os próximos semestres: quem não tem tempo, tem tempo. Quem tem uma vida ocupada pode perder todo o tempo do mundo lastimando a própria existência ou organizá-la de forma a contemplar prioridades e futilidades. E é bom dizer isso tendo vivido isso neste último semestre, é bom não serem palavras bonitas que saem de dedos hipócritas. Organizar a vida é vivê-la mais plenamente.

E como falar em viver tem tudo a ver com aniversário...
Tá, eu me odeio. Quando Junho chega eu sempre digo: não vou encher o saco de todo mundo acerca do meu aniversário, não farei festa este ano...Mas aí Julho vem e eu entro em contradição. Estou cursando uma disciplina chamada "Literatura Traduzida em Língua Estrangeira" com a Salete. A cadeira é ótima, mas temos que comprar trocentos livros. Daí, envolta na áurea mágica da literatura o cérebro louco que mora embaixo destes cachinhos multicolor pensou: Arrá, já sei onde farei minha festa. Muito bem, a festa será no Café Lua,que fica acima da Livraria Lua Nova, vizinho ao Shopping Benfica. Ainda não falei com a proprietária mas a idéia é fechar o café só para convidados e fazer da noite do dia 26 o "Café com Jamie" :D Todos os convidados deverão vir a festa portando um poema, um conto, crônica...escrito por si mesmo ou de um autor que admire, a idéia é fazer meio que um sarau. E aí, quem fizer de fato questão de levar presente (o que, claro, não é nem de longe obrigatório), eu peço que escolha um dos livros da "listinha" que a Salete passou(a mesma está disponível no meu orkut em "Livros"). Pra não repetir, deixe um depoimento ou um scrap reservando um dos livros. Há livros bem caros então caso as pessoas queiram se juntar para comprá-lo, é melhor ainda!:D) Mas pelamordedeus não deixe de ir pra festa pq não vi levar presente. Eu crio ojeriza das pessoas que não vão pro meu aniversário...Os convites serão entregues em breve a tooooodos assim que o Felipe terminar de desenhá-lo.

E que bom que as pessoas gostaram dos J Facts! Em breve tem mais :D
Comentário deslocado: preciso me formar. O Leudo, lenda viva da UECE, se formou. Agora é uma questão de honra:P

sábado, 28 de junho de 2008

Sobre os fatos da minha vida



Na onda do Chuck Norris Facts, lanço aqui a minha lista, a J Facts:

Fato 1-
Qualquer massa, spaguetti, lasagna, pizza, fica muito, muito melhor, depois de um tempo da geladeira. No mínimo umas 6 horas. Um gosto inigualável só é conseguido de manhã cedo.

Fato 2-
Todo e qualquer filme de animais e de crianças será um filme idiota. Especialmente se os animais falarem. Pior ainda se os animais falarem e as crianças forem os heróis da história. Nada mais irritante que uma criança salvando o mundo. Se elas forem americanas é melhor jogar a tv pela janela.

Fato 3-
Todo livro se torna irresistivelmente interessante em suas últimas páginas. A história não precisa ser boa, sequer precisa ser um romance. Se for um livro bom, seu final será como comer a cereja do bolo que você guardou pra comer por último. Se for ruim, será um momento feliz terminá-lo enfim.

Fato 4 -
Tv a cabo repete a programação. Repete muito. Repete de um jeito que é melhor só assistir de vez em quando pra parecer que tem novidade. Se estivermos falando da Fox, é melhor torcer que o episódio dos Simpsons seja ruim e você não lembre das piadas.

Fato 5 -
A bateria do celular só vai descarregar se pelo menos uma das três condições a seguir forem cumpridas:
1) Você receberá uma ligação importante;
2) Você precisa muito falar com alguém e não lembra do número do ser humano desejado de cor;
3) Você não sair com o carregador da bolsa.

Se as três opções forem cumpridas, é melhor checar se saiu com dinheiro de casa e se uma tempestade não está à caminho.

Fato 6 -
As pessoas que você quer que fiquem on line nunca ficarão quando você quer que elas fiquem. E provavelmente a plaquinha do msn com a cara delas subirá no exato momento que desconectar.

Fato 7 -
Todo mundo tem uma foto com o Patativa do Assaré lá no Dragão do Mar. Se não tem já quis tirar e não foi o bom senso que impediu, provavelmente já tinha muita gente lá pousando.E quase todo mundo já confundiu a estátua com o Padre Cícero. O mundo se divide entre os que assumem ou não.

Dois posts em um dia. Uau!
Proponham temas pra os J facts. A votação com algumas sugestões está logo ao lado, mais sugestões estão sendo aceitas :D

Sobre a Sabbathage e o rock


Siiim, eu fui pro Show da Sabbathage!!!
Tá certo que o Cantinho Acadêmico (ou qualquer barzinho aberto) não é exatamente o lugar para um show de Heavy Metal, mas mesmo assim, foi bastante interessante. Eu e meus pais (hahaha...acho que eu era a única pessoa acompanhada dos pais...e eles estavam curtindo, e meu pai me ofereceu outra cerveja...kkk...) realmente nos divertimos (e muito!) e o barzinho lotou!(eu adoro parênteses!:D)

É difícil achar uma banda assim tão boa aqui em Fortaleza. Uma vez que você se propõe a fazer uma banda cover, acho que você realmente tem que entrar no espírito da coisa, e a Sabbathage é mestre nisso. Possuem fidelidade às composições e ainda assim imprimem um estilo próprio às apresentações, afinal, usar uma peruquinha loiro-médio e fazer as caras e bocas do Ozzy não é pra qualquer um. Já tinham meu respeito e ganharam o dos meus pais e da platéia presente em peso. E olhe que meu pai é o ser humano mais chato quando se trata de música. Só reclamo ter acabado cedo. Também, 7:30 que começou?!

Matei o verme de um show um pouco mais pesado e voltei rouca e satisfeita para casa. Mas não deixei de reparar que a população de metaleiros da cidade, que já era pouca, está diminuindo. O rock se popularizou de um jeito meio torto, quem diz que gosta de rock dificilmente conhece os clássicos. Não que não se possa gostar das coisa se não se sabe a origem delas, mas acho que todos deveriam se permitir pelo menos ouvir, ver se gosta, entender o processo que levou a música a chegar no estado que está hoje. Sair por aí com uma blusinha do Nightwish é uma coisa. Escutar Ozzy e considerar que ele faz algo além de berrar é outra. Já perdí muita saliva tentando fazer as pessoas entenderem que o rock vai além das drogas e do demônio, hoje em dia eu me divirto com a ignorância alheia. Acho que é um estado de graça que se atinge. Aí nego regrava as músicas de bandas antigas e aí sim, as pessoas gostam. Pq deixou de ser antigo, agora é fashion, agora é in. E ouvir "tu conhece "against all odds" da Mariah Carey?" me dá nos nervos. Pobre Phil Collins.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Sobre morgar e a diferença na rotina dos professores e demais profissões





Dia morgado. Fiz nada de bom e minhas costas e bunda dôem de tanto ficar alternando num cansativo processo de sentar e deitar. Há quanto tempo não fazia isso: não fazer nada. E o sentimento de culpa por poder estar fazendo algo de mais interessante só me incomodou duas vezes: quando levantei realmente determinada a fazer um bolo de milho e quando retornei da cozinha pensando no trabalho que isso daria. Nunca assistí tantos episódios dos Simpsons, nunca zapeei por tanto tempo a TV, nunca esgotei a paciência para ver todos os vídeos que me pareciam interessantes e que se mostraram plenamente irritantes. O tempo passa bastante devegar quando você nada faz. E, caramba, os gatos realmente dormem muito. Por falar em gato, fiz algumas fotos do bichano. Todo posista...

Ah....preguiça fantástica. E se dizem que depois tormenta vem a calmaria, eu inverto. Na segunda-feira recomeçam as aulas da UECE e, embora eu esteja realmente animada (os leitores deste blog já devem ter enjoado de tanto eu dizer isso), sei que tempos bastante cansativos vem por aí. Afinal, eu me desacostumei a me acordar tão cedo, me desacostumei a passar uma manhã inteira sentada, ouvindo e falando pouquíssimo:P A rotina de trabalho faz com que a gente se desacostume a realizar tarefas que...bem, eram exatamente as tarefas que sempre fizemos. Estive pensando nisso nessa semana, na rotina desta profissão que é, afinal, tão diferente das demais profissões. Estava conversando com o amigo que foi criticado por outro amigo como sendo preguiçoso por não trabalhar 8 horas por dia. E fiquei pensando que, embora não trabalhemos 8 horas por dia, chegamos em casa às vezes bem mais cansados do que alguém que passa o dia sentado em uma cadeira diante de um computador ou atendendo pessoas. Para estas pessoas, uma hora soma-se às outras em uma dinâmica bem diferente da nossa. Cada hora é essencial, a cada hora temos intensa responsabilidade pelo aprendizado e conhecimento de um grupo de pessoas, temos que ensiná-las e motivá-las, não importa como estejamos por dentro. E depois disso, temos kilos de homework e o planejamento da próxima aula. Às vezes com um minuto de intervalo entre uma aula e outra, às vezes adiando refeições, ligações, adiando descanso. Pode parecer dramático do jeito que for, mas ser professor não é algo fácil. E pq não possuímos a rotina que a carteira de trabalho prega, se trabalhamos por quatro horas, é como se tivessemos trabalhado doze. Gosto do que faço e gosto também de pensar que posso fazer meus horários, que se em um semestre não quero trabalhar as segundas, não o faço, se não quero enterrar meu sábado de lazer em aulas, tenho esta opção. Um trabalhador comum, a não ser em um cargo de chefia, não tem a mesma sorte. Chefes não costumam distribuir folhinhas de disponibilidade para seus empregados em todas as profissões e nem negociam e barganham horários com seus empregados. Este é um dos lados bons da profissão que escolhí: flexibilidade. E, sinceramente, não troco esta flexibilidade por nenhum emprego que me permita looongas horas de cafezinho e vendas de avon. Não trabalho oito horas por dia, trabalho vinte e quatro. Meus pensamentos sobre meu trabalho, meus alunos e que tipo de professora eu sou me acompanham desde que acordo até o momento que vou dormir. E às vezes até sonho com eles. A última coisa que se pode chamar um professor é de preguiçoso.

À propósito, coisas lindas da profissão. Ganhei uma carta de quatro metros repleta de "eu te amo", "você foi a melhor professora que eu já tive". Me pergunta se eu prefiro vender roupas no shopping?

sábado, 21 de junho de 2008

Sobre o fim de semana, a Calourada e minha tendência ao desastre




Fim de semana extremamente interessante.
Primeiro na sexta, com a festa da Wizard na sexta feira que foi muito interessante, seguida pela calourada da Psicologia da UFC Moulin Rouge (ganhamos, eu e o Fernando o primeiro lugar no concurso de fantasia e performance :P), O sábado foi mais tranquilo, em casa, internet. E no domingo, fotos da placa do Felipe e a "A menina dos cabelos de capim", peça dirigida pelo meu sogro Karlo Kardozo no TJA. Posto hoje, domingo, com um gostinho maravilhoso de histórias para contar, de assuntos para conversar e lembranças bastante interessantes a se lembrar para sempre. /o/

Falando um pouco mais sobre a calourada, é muito engraçado a reação do corpo da gente diante de uma situação inusitada e diferente. Tá certo que andar fantasiada não é novidade para mim, mas fazer uma performance diante de...sei lá quantas pessoas cabem naquela quadra, mas era um mar de gente! O Fernando tremia horrores! É uma sensação engraçada, tanto antes quanto depois do feito, uma embriaguez sem alcóol, e, aliás, muito superior a beber. Uma animação que supera o cansaço, o sono e a vergonha. Meus pés doíam, o corpete apertava, mas eu nada sentia, fui sentir tudo isso somente depois, quando me sentei e o corpo se acalmou mais. E nunca mais ouvirei Like a Virgin com os mesmos ouvidos de antes :P

Semana passada foi, também, a semana das mazelas. Bati a coxa no armário da cozinha várias vezes, o que me render hematomas bem feios. Na terça, caí por cima da televisão e foi a vez do braço ficar roxo. E para começar a semana, este domingo queimei dois dedos da mão esquerda. Gostava mais dos infernos astrais dos outros anos, quando meu corpo não mudava de cor!

E quarta-feira agora é a bendita prova de legislação. Ô maçada esta carteira de motorista....

É isso, prometo posts mais longos e de mais substância em breve!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sobre o fim, Beatles e ser tia

(antes de ler o post, clique no link da música que está no título. Fará muito mais sentido:D)

Once there was a way to get back homeward
Once there was a way to get back home
Sleep pretty darling do not cry
And I will sing a lullaby

/ Am7 - - - Dm7 - - - / G7 - - - / C Em Am Dm9 - / G7 - C - /

Golden slumbers fill your eyes
Smiles awake you when you rise
Sleep pretty darling do not cry
And I will sing a lullaby

/ C - F - C - / C - F - / C Em Am Dm9 - / G7 - C - /

Once there was a way to get back homeward
Once there was a way to get back home
Sleep pretty darling do not cry
And I will sing a lullaby

{Refrain}
Boy, you're going to carry that weight
Carry that weight a long time
Boy, you're going to carry that weight
Carry that weight a long time

/ C - G - / - - C - / 1st / G - C Am7 /

I never give you my pillow
I only send you my invitations
And in the middle of the celebrations
I break down

/ Am7 - Dsus2 Dm / G - Csus4 C / Fmaj7 - Dm E7 / Am - G - /

{Refrain, ends with / C A / C A /}

Oh yeah, all right
Are you going to be in my dreams
Tonight

/ D - E - / A - Ebdim7 - / A - /

And in the end
The love you take
Is equal to the love you make

/ A - - - / G - - - / Bb - - F - G / C - /



Perdoem-me, leitores fiéis, se os abandonei por alguns dias, mas estes últimos dias têm sido loucos. Encerramento de semestre, provas, boletins, chororôs. De alguns alunos eu sentirei muita falta, de outros, nadinha. Eu acabo me apegando muito aos alunos e terminar o semestre é sempre doloroso para mim. Você passa seis meses com aquelas pessoas, acompanha o progresso, divide dias bons e dias ruins com eles e aí, de repente, te arrancam deles e outro professor os recebe. Certos alunos marcaram eternamente, se tornaram amigos além-sala (temos um exemplo disso é o Roger(Chico), foi meu aluino de 19 e bolinha e nos falamos até hoje). Determinadas turmas tinham uma sintonia única, outras um pouco menos, mas cada sala tem uma coisa especial. É uma meta de vida minha fazer com que aquelas pessoas que conviveram durante seis meses se tornem amigas. Ás vezes consigo, outras nem tanto. Mas busco me tornar amiga de todos eles, adiciono todos no orkut, no msn. Eles podem até achar que eu não me importo, mas me importo sim. Fica em cada aluno um pouco de mim e um pouco deles em mim também. Fico meio choramingante nesses fins de semestre e entre um pedacinho de bolo e outro, escorre uma lágrima incontida....

Comecei vários post esses dias, mas não fui capaz de concluir nenhum deles. O último era sobre Beatles. Nesse domingo ví com os meninos (quando falar os meninos por aqui me refiro ao Falsário, ao Gladson e ao Minhoca, a não ser que eu especifique os meninos de tal canto:P) Across the Universe, um musical que conta uma história linda de amor totalmente narrada pelas músicas dos Beatles. Absurdamente lindo. Cantamos junto, demos as mãos em "with a little help from my friends", chorei horrores em "Let it be". Era minha vida alí, exatamente como a imagino, com uma canção deles pra cada momento. Beatles é a única banda a qual eu ouço todas as músicas, cada música com seu valor, cada música me remetendo a uma sensação diferente. Agora mesmo, ouvindo "I want you (she's so heavy)", dá vontade de abrir uma garrafa de vinho, desligar as luzes, ligar só o abajur de peixinhos e pensar na vida. Beatles é em minha vida como a Língua Inglesa; não sei quando exatamente começou, mas se tornou uma coisa tão minha, tão Jamie quanto os cachinhos que carrego na cabeça. Não consigo pensar minha vida desassociada deles, não posso, nunca pude - e nem quero. Inglês virou, afinal, minha profissão. Beatles virou algo que se mistura ao sangue e oxigena minha alma. Gosto de um zilhão de outras bandas, mas Beatles é o feijão com arroz. E eu sempre encho os olhos d'água ouvidno a sequência "Golden Sumblers", "carry that weight" e "the end". Aliás, o Abbey Road inteiro deixa uma lágrima cai-não-cai. Bato ponto todo Dezembro na Concha Acústica quando há o show mais lindo do ano, todas as pessoas legais da cidade se reúnem e entram em transe beatlemaníaco. Um dia eu ainda exemplifico o Eterno Retorno do Nietzsche e monto uma banda de Beatles /o/

E J será titia!
Nada disso, a Jessica não está grávida. Mais um Kardozinho no mundo. Parabêns ao Henrique e a Fabíola. Bando de fura filas! Eu casei primeiro, tah?!:P Mas meus pequetitos estão encomendados para mais na frente. Quando e o Felipe crescermos a gente pensa em filhos :P