sexta-feira, 11 de março de 2011
"Eu voltei....agora é pra ficar...."
segunda-feira, 15 de março de 2010
Adeus, Ch.

Um ciclo, uma época, um pedaço de vida. Encerra-se hoje o elemento modificador de meus caminhos e escolhas. Observo como quem quer guardar até os cheiros. Os alunos deixam a sala. Primeiro muitos, depois poucos e o último sai sem olhar para trás. Não olha pois não precisa recordar. Aquela sala é sua rotina, é motivo incômodo para acordar cedo, é para onde se precisa ir, deixando cantina e boas conversas para o fim da aula.
Eu fico.
Eu fico por não mais ficar.
Fico para estar alguns segundos a mais, mais um segundo além dos sete anos ali vividos. Fico e observo as cadeiras brancas bagunçadas, a sala suja, a lousa manchada. E lembro que ali já fui aluna e professora. Este prédio antigo e constantemente pintado de cores estranhas viu-me rir e chorar, acompanhou os acontecimentos mais importantes da minha vida, foi meu lar quando morava longe e quando morava perto.
Tudo girava em torno dele.
Por sete anos meus dias inevitavelmente começaram e/ ou terminavam em um lugar que a cada dia tinha mais faces desconhecidas. Passei de Paula para Jamie, de aspirante a jornalista para professora, de professora para tradutora, quase fui produtora de eventos, de solteira para comprometida, de comprometida para casada, de moradora da Maraponga para moradora do Centro e agora do Benfica.
Pretendo voltar, mas por outros meios. Volto como professora se a vida não desviar os acontecimentos pra um outro fluxo. O que era rotina, agora são lembranças. Guardo um pedaço do CH comigo e sigo em busca de um novo porto.
sábado, 7 de novembro de 2009
Sobre depois que vi "O leitor".
Há filmes que me deixam com uma sensação sensibilidade na pele. Filmes que quando acabam transformam o calor do hálito no perfume que emana da alma. É difícil achar um filme assim: calado, de cores leves e quentes, um filme que nos dá a sensação de que é possível tocar a pele dos personagens. Filmes tão pesados que você precisa de um tempo para digeri-los, mas não pode simplesmente sentar e contemplar a sensação.Hoje vi um filme assim.
E depois de um filme assim, qualquer atividade se torna inevitavelmente mais bela.
A sensação que percorre meu corpo se amplia ao universo ao meu redor. As cores adquirem outras formas. Ergo-me, como se ergue um corpo cobiçado, caminho pela casa bagunçada desviando dos objetos como se desviasse de amantes em transe. Vi a pia de louças sujas.
Odeio lavar louças, ainda mais louças de dias, mas ao segurar a esponja, senti sua aspereza e me pareceu bom. Esqueci-me das luvas para proteger o renda das unhas. Lavei cada prato com um carinho diferente, senti a superfície lisa, o liso do sabão que se transforma no áspero do prato limpo. Pousei cada louça no escorredor, primeiro os pequenos, depois os grandes. As gotas ensaboadas respingaram no vestido marrom de ficar em casa. Retirei vez ou outra a sujeira incrustada com a unha. Pensei que deveria escrever sobre a sensação. Mas antes de achar o propósito, dormi.
Escrito em Outubro de 2009, ouvindo Pink Floyd.
domingo, 21 de junho de 2009
Sobre a morte de minha TV
Fazia muito tempo que eu não ligava a TV. Depois de cancelarmos a TV à cabo e pegarmos o hábito de assistir filmes no computador ou no cinema, aquele utensílio ficou servindo como eventual cama do gato ou apoio para os trocados do bolso. Outro dia, estava no quarto adivinhando formas nas marcas de umidade na parede e resolvi ligá-la. Assisti TV durante exatos vinte minutos. Ví um pedaço de um jornal, um fim de um episódio de novela e um pedaço de um programa de entrevistas que discutia como um livro de quadrinhos com palavrões foi parar como leitura obrigatória nas escolas públicas do Rio de Janeiro. Daí a TV pifou. Fez um barulho esquisito, como se anunciasse sua partida, como se de alguma forma se despedisse (ou reclamasse o prolongamento de seu descanso) e morreu. E o silêncio que invadiu o quarto me fez refletir se eu estava triste ou feliz por sua partida súbita.
A verdade é que o fato da TV ter morrido foi para mim como um sexto dedo no pé que não incomoda e nem ajuda que um dia cai e, você pensa se vai sentir falta dele ou não. Fez parte de você por tanto tempo que alguns segundos de reflexão se fazem necessários. Assim foi a TV, algo que fez parte da minha vida por, digamos, toda ela, sempre lá, seja lá onde eu fosse, ligada ou desligada, com áudio ou sem. O fato é que eu acho que ficamos acostumados a TV.
Outro dia estava traduzindo para uma Sueca que apadrinha uma criança carente em uma cidadezinha do interior e ela me pediu para perguntar para a criança se ele tinha uma televisão em casa. Eu ri. Ficou até feio eu ter rido assim pra pergunta da gringa. Mas é que uma pergunta assim só poderia ser feita por alguém que não mora no Brasil. Toda casa tem TV aqui. Toda. Da mais pobre à mais abastada. O Brasileiro pode não ter nada, mas uma TV ele tem. E mais de uma, quase sempre. A TV está na casa e mesmo desligada está firme e forte na mente e nas opiniões dos brasileiros. Da mais viciada nas novelas ao breve telespectador do Fantástico, só é importante para o país o que passa na TV. E ai de você se não asssitir.
Para mim, com o advento da Internet, meu som e minha TV se tornaram objetos de decoração. Vejo tudo o que quero por aqui, leio o que quero por aqui, sei de tudo e de todos. Não me lembro da última vez que comprei um CD e a última vez que comprei um jornal foi para guardar de recordação a reportagem da banda da minha mãe. A profecia que dizia que os jornais e a TV vão se tornar objetos do passado é cada vez mais nítida para mim. Por isso, quando minha TV morreu eu tive a estranha sensação de que aquele era um momento a ser lembrado pela vida inteira, como aquelas biografias em linhas do tempo:
Ps: Como boa tradutora, fiz pergunta para a criança "carente. Ela me disse que tinha três Tvs.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Sobre Regina Spektor
http://www.4shared.com/file/47188024/1bd4a411/Regina_Spektor_-_Begin_To_Hope.html?s=1
sábado, 13 de junho de 2009
Sobre trabalhar no Sábado de manhã
Este semestre fui obrigada a voltar a dar aulas nos sábados de manhã, à contra-gosto, mas por uma boa causa. Próximo semestre, sem chance. A maioria dos bons eventos da cidade ocorrem na sexta-feira à noite. Eu quero descansar, poder viajar no fim de semana, além de ser também uma tremenda hipocrisia dar aula aos sábados - é notório que se finge que se ensina um idioma uma vez por semana. Sinto-me enganando pessoas. É necessária muita força de vontade e tempo, coisas que o aluno do sábado simplesmente não tem. Da mistura professor cansado mais aluno cansado só frustração pode surgir.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
COF COF COF COF COF

Sem condições!
Volto hoje à ativa.
Mas como toda casa velha, primeiro preciso fazer a faxina para voltar à ativa.
De amanhã em diante, é texto todo dia para alegrar o coração dos meus leitores. Sim todos vocês!
Todos...todo...você aí...EI! Volta aqui!