segunda-feira, 19 de maio de 2008

Eram pra ser só alguma comprinhas antes de voltar para casa. Mas me fizeram chegar em casa meia hora mais tarde e com uma considerável dor nos braços. As sacolas plásticas do carrefour parecem serem feitas de açúcar. E não é nada fácil carregar compras sem uma alcinha. Com minha pasta pesada num braço, a bolsa pendurada no ombro e compras à beira de ficarem pela Padre Valdevino, vim dentro do ônibus pensando que a vim pelo ônibus pensando nesta onda eufórica de proteção ambiental. Parece que a gente jogou lixo pela janela a vida inteira e um dia acordou e viu que tava fedendo demais. E agora é cult ser ecologicamente correto. Fim de semana retrasado eu comprei uma sacola feita de saca de feijão que estavam vendendo em um supermercado. É muito melhor de carregar do que as sacolas plásticas que mastigam minha mão, mas eu ainda tenho que usar as sacolas plásticas para por meu lixo (que é separadinho e entregue a catadores, mas ainda sim tenho que envolvê-lo em alguma coisa). Daí eu fiquei pensando qual o impacto ambiental que as sacolas plásticas causam ao meio ambiente, fiquei pensando em como levar uma vida mais verde e ainda me sentindo mal por não conseguir ser vegetariana (culpa sua e do seu post pró animais, Roger). Googleei quando cheguei em casa e achei esta matéria que, como poucas, explica o dois lados da coisa. Tirem suas próprias conclusões.



As sacolas de plástico devem ser substituídas?

Elas levam 300 anos para se decompor, mas há divergências sobre como lidar com isso

Quando surgiram, no fim da década de 1950, as sacolas de plástico eram motivo de orgulho das redes de supermercados e símbolo de status entre as donas-de-casa.

Em meio século, passaram de símbolo da modernidade a vilãs do meio ambiente. Celebridades como a atriz Keira Knightley e Ivanka Trump desfilam hoje com sacolas de pano que trazem a inscrição "I'm not a plastic bag"(Eu não sou uma sacola de plástico),como a da foto abaixo.

O motivo: o plástico polui - e muito. As sacolas são incapazes de se decompor em curto prazo. Trata-se, portanto, de uma decisão lógica: aboli-las dos supermercados. Parece evidente, mas não é tão simples. Existem divergências ambientais, culturais e políticas sobre como eliminar esse problema. Conheça os argumentos de cada lado.

ACHAM QUE SIM
As sacolas de plástico demoram pelo menos 300 anos para sumir no meio ambiente. Em todo o mundo são produzidos 500 bilhões de unidades a cada ano, o equivalente a 1,4 bilhão por dia ou a 1 milhão por minuto. No Brasil, 1 bilhão de sacolas são distribuídas nos supermercados mensalmente - o que dá 66 sacolas por brasileiro ao mês.

No total, são 210 mil toneladas de plástico filme, a matéria-prima das sacolas, ou 10% de todo o detrito do país. Não há dúvida: é muito lixo. Algumas alternativas estão sendo adotadas. Uma delas, muito popular na Europa e nos Estados Unidos, é o uso de sacolas de pano ou sacos e caixas de papel. Em Nova York, as que levam a inscrição "Eu não sou uma sacola de plástico" viraram febre.

Em São Francisco, as sacolas de plástico foram banidas. Somente as feitas de produtos derivados do milho ou de papel reciclado podem ser usadas. Outra solução é a cobrança de uma taxa por sacola, como acontece na Irlanda desde 2002. O dinheiro é revertido em projetos ambientais.

No Brasil, a principal alternativa são as sacolas de plástico oxibiodegradáveis. Elas vêm com um aditivo químico que acelera a decomposição em contato com a terra, a luz ou a água. O prazo de degradação é até 100 vezes menor - ou seja, uma sacola leva apenas três anos para desaparecer. O governo do Paraná distribui gratuitamente essas sacolas.

Muitos supermercados de Curitiba, onde se consomem 900 milhões de sacolas por ano, aderiram à novidade por conta própria. O Pão de Açúcar vende uma sacola feita de tecido semelhante ao usado em fraldas descartáveis por R$ 3,99 a unidade.

A Casa Santa Luzia, de São Paulo, oferece sacos de papel kraft, duas a três vezes mais caros que as sacolas de plástico, informa a Gazeta Mercantil.

Projetos de leis estaduais para substituir as sacolas de plástico pelas oxibiodegradáveis tramitam no Rio Grande do Sul, no Paraná e no Rio de Janeiro. Em São Paulo, a Assembléia Legislativa chegou a aprovar um projeto do deputado Sebastião Almeida (PT), que tornaria obrigatório o uso dos oxibiodegradáveis.

"O ideal seria a troca, pura e simples, do material plástico por pano ou papel. Mas ao menos um composto oxibiodegradável poderia acelerar a decomposição de bilhões de toneladas que ficam no ambiente à espera da degradação", escreve Almeida em artigo na Folha de S.Paulo.

ACHAM QUE NÃO
A indústria do plástico publicou um informe nos jornais brasileiros na sexta-feira 5 de outubro. Diz o texto: "O plástico faz parte da vida contemporânea, é 100% reciclável e está em milhares de produtos.

Sem ele, não haveria computadores, seringas descartáveis, bolsas de soro e de sangue para salvar vidas. O plástico tornou os automóveis mais leves, reduzindo a emissão de CO2, causador do efeito estufa. As sacolas plásticas são reutilizáveis, práticas, higiênicas e têm múltiplos usos. São particularmente importantes para 80% dos consumidores que fazem compras a pé ou de ônibus".

Os fabricantes lançarão no dia 6 de novembro uma campanha. Eles se comprometem a produzir sacolas mais resistentes (para evitar uso em excesso e, com isso, reduzir o volume em 30%), estimular a utilização de sacolas plásticas de uso contínuo e desenvolver ações de educação sobre consumo responsável, coleta seletiva, reciclagem e utilização dos plásticos para a geração de energia.

Pode-se dizer tudo dos sacos de plástico - menos que eles não sejam práticos. "Nunca imaginei que, depois de adulta, voltaria a jogar Escravos de Jó (brincadeira em que crianças passam objetos entre si) com freqüência", diz a repórter Cristina Amorim, de O Estado de S. Paulo. Ela descreve a dificuldade em acondicionar os produtos em sacolas de pano. As bananas não podem ficar sobre os tomates, e por aí vai. Com a mudança, diz, há outro problema: vão faltar sacos para descartar o lixo doméstico.

O projeto de lei do deputado petista Sebastião Almeida, determinando o uso de sacolas oxibiodegradáveis em São Paulo, foi vetado pelo governador José Serra, do PSDB. Almeida diz que foi uma decisão política. Os tucanos dão argumentos técnicos. O aditivo que faz com que o plástico se degrade continuaria contaminando o ambiente por causa dos catalisadores empregados, derivados de metais como níquel e manganês.

"A tecnologia permite que o plástico se esfarele em pequenas partículas até desaparecer a olho nu, mas continua presente na natureza", afirmou Xico Graziano, secretário estadual de Meio Ambiente, à Folha de S.Paulo.

Nem Inglaterra nem Canadá, países que inventaram esse aditivo oxidegradável, adotaram a tecnologia. Por que, pergunta, o Brasil empregaria essa técnica?


Em todo caso, acho que o Carrefour exagerou na dose ou aproveitou uma excelente oportunidade de disponibilizar sacolas muito muito mó paia e ainda dá uma de "verdes".

Tsc, tsc, tsc...


12 comentários:

Chico disse...

Oi...
Coincidência,ontem eu e a Gê fizemos 8 meses de vegetarianismo. Não é difícil, depois que vc descobre as infinitas receitas vegetarianas e sacacomosão gostosas, fica tudo mais fácil. Também rola o lance de saber o porquê que a pessoa quer ser vegetarina (Ovo-lacto, vegano). Eu por exemplo escolhi esse "modo de vida" por não achar correto matar outros animais para saciar minha vontade de comer tendo tantos outros alimentos ricos em proteínas,vitaminas etc e sm colesterol ruím. Fora que os animais sentem tantador quanto nós e como eu não quero o sofrimento para mim não quero para eles.Mas tem pessoas que se tornam veges por dieta, por religião,por modismo .. entre outras coisas. No fim independente do fator decisivo apoio e dou força a todos.

Sobre as sacolas plásticas eu me lembrei que em 1997 qdo morei na Alemanha eu observei que lá as sacolas plásticas são vendidas nos supermercados. E são bem caras. No tempo que fiquei lá sempre usei as mesmas. E é sério. eles tb usam sacolas de pano e artesanais. No lixo de lá - além de ser coleta seletiva obrigatória- não se usam sacolas de plásticopq a "lixeira" é transportada pelo caminhão,ficandouma nova. Daí daproxima vez eles fazem o mesmo e o mesmo sempre. Vocêpõem o lixo certo direo no "balde" próprio e prnto. Isso ainda em 1997.. agora em 2008 a gnt ainda está engatinhando para coisas assim. Mas tenho fé que saibamos resolver para não destruir mais o nosso planeta e a nós mesmo.

Gde Abraço Jaime

J disse...

Me tornaria vegetariana pelo sofrimento dos animais. Adoro receitas vegetarianas e a minha soja é a melhor soja do mundo :D
Quanto à coleta do lixo, seria muito bom se fosse assim aqui também. Quem sabe um dia!

Vou ignorar esta escrita BIZARRA do meu nome.

¬¬

Chico disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Chico disse...

Ops.. desculpa!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Na escolinha a tia põem o aluno de castigo escrevendo o erro assim:

Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie Jamie ....

Ainda bem que existe as funções: Copiar e Colar.. hauhauhauhau

J disse...

é muita vontade de escrever meu lindo nome :P

rro disse...

J... concordo quanto aos sacos plásticos, realmente, isso é um porre... todo mercantil/supermercado, ou seja lá o que cargas d'água for, sempre tem sacolas plásticas frágeis... Quanto à preservação do meio ambiente, tb... é insuportável andar por uma cidade suja, seja esta ou qual for.
Já ao vegetarianismo... well... cada gosto com o seu... hehe
abraço!

J disse...

Vocês já repararam que quase não tem lixeiro nesta cidade? E mesmo nos locais privados, é difícil ter lixeiros realmente acessíveis.

Não justifica, mas dá margem para que as pessoas fiquem jogando lixo pela janela dos automóveis (Ô coisa do meu abuso, custa guardar e jogar depois?!), nas ruas....

É uma coisa que devia mudar.

Paula disse...

tenho vontade de esganar quem joga lixo pra fora do automóvel!

Sabe que essa onda ambiental tb me preocupa? Todo mundo adora dizer "eu já fazia isso". Como sou igual a quase td mundo... já faz uns 4 anos que procuro adotar atitudes que naõ façam mal ao meio ambiente, tenho me informado e estudado alguns temas. Até meu projeto de mestrado (que levou um NÃO bem bonitinho) foi sobre isso.
Mas hoje em dia, como o Sávio previu há 3 anos, até as revistas tipo Carícia ou Capricho trazem em toda santa página uma ou + referências à Ecologia!
Chega a ser um saco, sinceramente! Porque a gente sabe que é forçando a barra! Já viu o outdoor do Ceará Music? Tudo agora tem verde e natureza no meio! Puro marketing! Vai lá ver se a empresa é ecologicamente responsável! Vai se decepcionar!

Adoro "Senhas", da Calcanhotto. Não gosto de julgar tanto as pessoas e as coisas, mas a modinha do ecologicamente correto me preocupa.

e na boa... empacotador bota até um iogurte sozinho numa sacola! Juntar o que for possível pra pegar menos sacolas é uma opção. Usar uma sacola única é outra, com suas desvantagens, mas todo o excesso de uso das sacolas é que não me parece certo.

Cara.. foi mal, ó! redação! mas mto legal a questão que tu levantou. ;)

J disse...

Plita, adoro comentários redação :D

Poisé, é cult ser ecologicamente correto. Mas se pelo menos menos fosse cult ser MESMO. Andar com blusinhas com dizeres ecológicos e continuar atirando pontas de cigarro no cocó definitivamente não é ser ecologicamente correto pra mim. Criou-se uma atmosfera chic até com o papel reciclado. Ninguém usava pq achava feio, hoje em dia todo mundo acha um charme. Tem até post-it de papel reciclado.

Se é pra ser ecologicamente correto, sejamos mesmo.

roger holanda disse...

Concordo novamente!

Fernando Jr, disse...

Caraca! Tô me sentindo um PHD em sacolas de plastico! O_O

Sao praticas e uteis mesmo... E sem elas o que seria do lixo?! O que?! O QUE?!?!! O_O

J disse...

ha










ha.